A deficiência surge sempre como uma surpresa, uma dificuldade inesperada na vida de uma família, sendo geralmente um factor de sofrimento para todos.
Ser cego - ser diferente é ser humano, é ser especial, é ser alguém!
Ser diferente é ser capaz, é ter coragem; a coragem de encarar a vida em todas as sua ruelas, a coragem de enfrentar o medo e lutar.
A luta das pessoas especiais é um longo caminho; um percurso repleto de obstáculos…
O que fazer quando nos deparamos com uma criança deficiente?
Como reagir?
O que dizer?
Como ajudar?
É para ouvir as respostas a estas e outras perguntas que no próximo dia 6 de Fevereiro de 2010 pelas 15h os Escuteiros de Airão Santa Maria em colaboração com a ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) vão realizar, no salão paroquial de Airão Santa Maria, um workshop sobre: "O Desenvolvimento da Criança Invisual"
Tendo como oradores os seguintes colaboradores da ACAPO: Raquel Gomes - Psicóloga António Sousa - Professor de Educação Especial Benno Fonseca - Técnico de guia
"Se tratar-mos as pessoas como devem ser, nós já estamos a ajudar a tornarem-se no que elas são capazes de ser."
Mais um ano que terminou e agora outro se inicia. Para trás ficaram recordações e lembranças que nunca serão esquecidas, mas agora temos á nossa espera um ano cheio de trabalho, aventuras e muita, (acrescento muita) alegria. E como não podias deixar de ser o grupo de pioneiros abriu mais um ano escutista em grande (agora so espero que assim continue). Direccionados para S.Joao D'Arga partimos rumo a uma nova aventura. Já com a escuridão instalada fizemo-nos ao caminho, Ponte de Lima era paragem obrigatória. Apesar de todo o caminho (ainda longo), de todas as brincadeiras geradas conseguimos pernoitar (decentemente) no mosteiro em S. Jõao. Com o clarear do dia fomos acordando aos poucos, o frio fazia-se sentir, e depois de um belo pequeno-almoço partimos em direcção á Senhora do Minho. A caminhada decorreu alegremente, a chuva, o nevoeiro e o frio eram presença permanente não nos permitindo desfrutar a bela vista que a serra tinha para nos oferecer. Mas digo-vos, fomos perseverantes e não deitamos por terra o nosso objectivo sendo que conseguimos alcançar a igreja da Nossa Senhora do Minho. Com todas as brincadeiras, todos os olhares de deslumbramento ao observamos aquilo que a nossa visão e o tempo permitiam, todos os sorrisos expressos e gargalhadas por vezes inesperadas, finalmente havia terminado a nossa caminhada de novo no mosteiro. No resto do dia passeamos de carro pela localidade... A noite chegou e com ela trouxe um momento de reflexão do nosso percurso como pioneiros investidos/não investidos, momento este que nos fez repensar valores e objectivos a seguir neste novo ano. O cansaço foi-se apoderando de cada um e as brincadeiras foram poucas... O novo dia apareceu e mais um acordar bastante custoso, depois de tudo arrumado e limpo rumamos até Ponte de Lima onde participamos na Eucaristia. Após este momento e de um breve passeio partimos rumo a casa e assim findou mais uma actividade... Todos os momentos partilhados foram bastante gratificantes e alegres ficando assim na memória toda a diversão, todo o convívio (...) ora bem, tudo o que deve ser memorável e um dia recordado com prazer:) Ah!! Quero aproveitar este momento para deixar uma pequena advertência á Mãe Natureza que não se cansou de pregar partidas durante todo o acampamento.
A mística da IV secção está muito associada ao ideal de "fazer caminho". Um caminho com rumo certo - para o "Homem Novo".
A caminhada é motivante, exigente, dinamizadora, entusiasmante, apaixonante, rica em descobertas e formadora.
A caminhada põe o Clã em funcionamento. Essa acção une o Clã e fá-lo caminhar rumo a um objectivo comum decidido em conjunto.
Na Caminhada cada Caminheiro tem o seu espaço e um papel importante.
É pela Caminhada que os Caminheiros progridem e adquirem competências, pois nela assentam valores muito concretos.
Fazer caminho e não apenas, seguir caminho.
Foi com este pensamento que o grupo de caminheiros partiu para mais uma actividade. Esta realizou-se na Barragem da Queimadela nos dias 5 e 6 de Dezembro.
O Sábado começou chuvoso e nada melhor que pequeno-almoço para ganhar forças para o inicio da actividade. Após chegados ao parque de campismo as inscrições foram feitas, a oração foi rezada e estava tudo pronto para o iniciar do trilho do Maroiço (excepto o tempo).
Apesar do “percurso não corresponder ao mapa” (ou nos é que não fizemos a correspondência correcta) o caminho foi feito de forma animada, até a chuva decidir pregar uma partida, o que nos obrigou e repito obrigou a parar num café para almoçar durante uns minutos (ou talvez horas). Houve tempo ainda para jogar matraquilhos e para ver chouriças de boa terra c(:
Como o tempo avançava a passos largos e apesar de a chuva cair continuamente era imperativo retomar caminho, bem, o caminho de regresso á barragem.
Chegados á barragem e depois de um banho quente nada melhor que uma lareira para criar o clima ideal para elaborar o projecto proposto pela “Ordem do Homem Novo” para o ACAREG. Ao mesmo tempo o jantar ia sendo preparado.
Terminado a jantar era necessário continuar com a elaboração do projecto para um dia de actividades no ACAREG e se isto vos parece um trabalho enfadonho, desenganem-se, porque se tornou um tanto ou quanto divertido.
Finalizado este, era necessário começar outro, mas este, se me permitem, de muito maior importância, era hora da elaboração da caminhada, onde se iria decidir o caminho a que nos propomos seguir para este ano escutista, o serviço que iríamos prestar…mas, antes disso, para despertar a mente era altura de um café, e não é que resultou… as ideias foram surgindo, o pensamento foi fluindo, umas palavras completavam outras e após duas horas de conversa já o serviço estava estruturado. O grupo propôs-se a trabalhar com a ACAPO de Braga (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) seguindo o imaginário “Aprender com a diferença”. A partir daqui era só por mãos á obra, mas tenham calma, naquela noite ficamos só pela ideia e preparação, agora temos um longo ano de trabalho.
Após uma curta noite, já era hora de deixar o saco-cama e começar um novo dia, a actividade ainda não tinha terminado e ainda haviam coisas a arrumar. Procedeu-se á limpeza do “campo”, e depois de tudo pronto seguimos rumo à Igreja de Creixomil onde iríamos assistir à Eucaristia.
E pronto, já a actividade tinha terminado, o objectivo principal foi cumprido a Caminhada foi idealizada, cada um dos caminheiros e noviços comprometeu-se á realização do Serviço, sabendo sempre que “o caminho é individual mas não solitário”, e é claro que apesar da participação diminuta do Clã a alegria e boa disposição vigoraram.
Ha vários estudos que questionam o dia e o ano do nascimento de Jesus, e até mesmo a terra onde nasceu. Que não seria Belém, mas Nazaré. Mas o que nos interessa aqui e agora não é tanto o Jesus histórico mas o Cristo da fé. Esse é o mais importante porque é esse que nos alimenta a fé e a esperança. É esse que nos salva. O resto deixemos para os arqueólogos, historiadores, etc. É como o nosso nascimento biológico e o 2º nascimento, para Deus e para a Igreja, no Baptismo. Daí que nos interessa ajudar-te a fazer uma reflexão sobre o nascimento de Jesus em nós. É que recordamos o nascimento dele em sucessivos natais mas... será que Ele já nasceu em nós? Vamos, pois, perguntar a algumas personagens bíblicas, e não só, se sabem quando Jesus nasceu... e onde.
Se perguntarmos a Maria Madalena onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu em Magdala. “…Foi certa vez, quando a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com qual até então jamais sonhara.”
Se perguntarmos ao Apóstolo Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, Ele nos dirá: -Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou, no momento em que O havia negado. Foi nesse instante que a minha consciência acordou para a verdadeira vida.
Se perguntarmos a Saulo de Tarso (Apóstolo Paulo) quando se deu o nascimento de Jesus, ele dirá: -Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por uma intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava:"Saulo, Saulo, por que me persegues?". E na cegueira passei a contemplar um mundo novo, quando eu Lhe disse:"Senhor, o que queres que eu faça?"
Se perguntarmos a Tomé onde e quando nasceu Jesus, ele nos dirá: - Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que Ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido das suas palavras:"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".
Se perguntarmos à mulher Samaritana o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu junto ao poço de Jacó na tarde em que me disse:"Mulher, Eu posso dar-te a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica os seus filhos."Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e pedi-lhe:"Senhor, dá-me dessa água.".
Se perguntarmos a João Baptista quando se deu o nascimento de Jesus, ele dirá: - Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, me pediu que O baptizasse. E perante a ternura do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: "Este é o meu Filho muito amado, em quem eu me comprazo!". Compreendi que chegara o momento d'Ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.
Se perguntarmos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? Ele nos dirá:--Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse:"Lázaro, vem para fora".Neste momento compreendi finalmente quem Ele era: A Ressurreição e a vida!
Se perguntarmos a Judas Iscariotes onde e quando nasceu Jesus, ele nos dirá: - Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e condenação. Ali compreendi que JESUS estava acima de todos os tesouros terrenos."
Se perguntarmos a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e as suas ovelhas para o seu berço de palha. Foi quando O segurei nos meus braços pela primeira vez, que senti cumprir-se a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do Amor.
Se perguntarmos a Francisco de Assis onde e quando nasceu Jesus, ela nos dirá: - Ele NASCEU no dia em que, na praça de ASSIS entreguei a minha bolsa, as minhas roupas e até o meu próprio nome para O seguir incondicionalmente, no serviço aos pobres mais pobres, pois sabia que somente Ele é a fonte inesgotável de amor."
E podíamos continuar com uma extensa lista...
E para nós, quando nasceu Jesus?... E se, afinal, descobrirmos que, mais de 2000 anos depois, Ele ainda não nasceu em nós, em mim? Então, procuremos urgentemente fazer com que Ele nasça no nosso coração pois, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o NATAL e encontrado a Luz do Mundo.
Os Caminheiros, do Corpo Nacional de Escutas, de Airão Santa Maria, em colaboração com o Centro de Histocompatibilidade do Norte, vão levar a efeito inscrições para possíveis dadores de medula óssea, no dia 12 de Dezembro de 2009, no salão paroquial de Airão Santa Maria entre as 10H00 e as 16H00.
Drave – Aldeia linda, cheia de belas paisagens, natureza acolhedora…
O palco ideal para a primeira actividade do Clã nº 20 neste novo ano escutista que se inicia. Era sexta-feira, dia 9 de Outubro de 2009. O dia á muito esperado. Era finalmente a altura de passar á acção. Tudo começou na sede, onde pelas 23h00 partimos rumo á “Aldeia Mágica”. Aí tivemos o “primeiro choque”, a primeira experiencia de tranquilidade, a primeira visão da montanha... Uma montanha coberta pela escuridão que parecia submergir o Homem. E depois, o resto do caminho, passo após passo, curva depois de curva, ora a subir ora a descer (mas é claro que houve tempo para as habituais quedas e as tradicionais paragens, sem esquecer claro a chouriça). O nosso cansaço ia crescendo, na mesma medida que ia crescendo o nosso desejo de, finalmente, ver a Base Nacional da IV Secção… Quando chegamos a Drave a ansiedade permanecia pois a escuridão não permitia de modo nenhum a percepção da enorme beleza que nos rodeava. E fomos descansar, não era um hotel de 5 estrelas, mas era muito melhor, era uma (ou duas) tendas rodeadas por milhares de estrelas… A alvorada suou com o dia já bastante avançado, lentamente os caminheiros foram saindo das tendas olhavam ao redor e ouvia-se dizer “que lindo”; “espectacular”… pois era mesmo, lá estava a velha aldeia com cerca de uma dúzia de casas construídas em xisto, num vale rodeado de montanhas e riachos com a sua água límpida e cristalina, sem electricidade, sem comunicações e longe da civilização saboreando aqueles momentos de paz e tranquilidade. Demos graças a Deus e pedimos força para a nossa jornada. Visitamos a aldeia pois para alguns era a primeira vez que visitavam a base. Foi-nos proposto como serviço a limpeza de todo o lixo que poderia tirar a beleza natural aldeia. Serviço este fácil de execução, talvez não desempenhado com ânimo suficiente, mas foi cumprido… Para os noviços houveram ainda praxes que não podiam ser esquecidas neste inicio de ano, nesta actividade de recepção… Após o almoço o Clã tencionava percorrer o trilho do cume, mas ficou-se só pela intenção pois não conseguimos encontrar o trilho e acabamos por seguir um outro e pequeno caminho. Durante o percurso deste realizamos aquilo que se pode considerar o elemento de referencia para o caminheiro, que o ajuda a traçar o seu próprio caminho, com vista a um crescimento pessoal e progressivo em diferentes dimensões da vida, e o auxilia dia-a-dia, ajudando transformar-se no Homem Novo… Sim, estou a falar do Projecto Pessoal de Vida, cada um idealizou o seu escrevendo-o (para talvez futuramente, quem sabe, naquela aldeia mágica o rever e fazer nova introspecção). Já o sol teimava em esconder-se quando regressamos ao local de pernoita…Ainda houve tempo de ir às lagoas, mas poucos foram, embora o apetite era muito mas a água era gelada. Só então era altura do jantar reforçado (ou não) … A noite terminou com a realização da Celebração da Palavra e uma contextualização do evangelho para os momentos e sensações vividas na Drave. Ensejo este, sem duvida, enriquecedor… Já me ia esquecendo, é claro que não íamos descansar sem antes comer as chouriças, umas castanhas e umas bolachas… O novo dia (11 de Outubro) começou com uma oração ao nosso Divino Chefe. Entretanto já estava tudo pronto para a partida, por fim, tudo tinha de acabar…ou não…Trazemos desta caminhada marcas que nunca se apagarão…
Open Up, este era o imaginário de mais um Roverway.
Nos dias 20 a 28 de Julho realizou-se mais um RoverWay tendo como palco a Islândia. Claro, que Guimarães esteve presente com uma equipa de caminheiros. A equipa D. Afonso Henriques constituída por oito elementos, Vítor Oliveira e Vítor Marques de Airão S. Maria, Adriana Faria de Silvares, Tiago Alves e Tiago Gomes de S. Miguel Vizela, Rui Ferreira de S. Martinho de Leitões, Ricardo Machado e Rui Gomes de Ronfe.
A actividade teve, inicio na Capital do país em Reykjavik e teve participação de 3.000 escuteiros. Após abertura oficial partimos para a nossa jornada, que era Survivor onde passamos quatro dias, pescando, fazendo canoagem, caminhando entre outras coisas. Foram quatro dias em Tribo onde convivemos e percebemos melhor o escutismo dos outros países, percebemos melhor a cultura e vivência da Islândia e conhecemos alguns pontos de referência. Ao fim dos quatro dias, partimos para o campo geral, onde estivemos com todos os outros participantes. Convivemos com outras tribos, partilhamos as experiências vividas nos quatros dias anteriores, e participamos em actividades manuais, paintball, actividades radicais entre muitas outras coisas. Um desses dias foi o Carnival Day, onde demos a conhecer as nossas culturas, e nos foi dado a conhecer a dos outros países participantes.
No fim da actividade foram feitos laços entre todos nós, esta actividade fez-nos crescer como escuteiros e como pessoas. No fim queremos mostrar tudo aquilo que aprendemos. Ficamos contentes porque marcamos o caminho de alguém e o nosso caminho também fica marcado com um pedaço deste Roverway.